Os Dispositivos de Proteção contra Surtos (DPS) são componentes indispensáveis quando falamos sobre a proteção de Sistemas Elétricos. Qualquer instalação está propensa a receber algum impacto vindo de descargas atmosféricas, seja ele direto ou indireto.

Os impactos diretos podem causar resultados desastrosos como danos a edificações, incêndios, e pode chegar ao ponto de se perder totalmente a capacidade de funcionamento do sistema e de seus equipamentos.

 

Danos a um painél

Resultado do impacto de uma descarga atmosférica

 

Com o objetivo de diminuir os efeitos desse impacto os descarregadores de corrente de raio, como também são conhecidos os DPS Classe I precisam ser ensaiados para garantir que podem suportar o nível de carga que recebem durante uma descarga atmosférica.

A Norma Brasileira 5419-4:2015 alinhada a Norma Internacional IEC 61643-11 define como DPS ensaiado com Iimp aquele que, quando ensaiado, suportaria correntes impulsivas parciais das descargas atmosféricas na forma de onda 10/350µs e complementa que essa corrente deve ser definida de acordo com o procedimento de ensaio para Classe I encontrado na norma.

 

O que isso quer dizer? Que esses dispositivos devem atender a dois critérios importantes:

 

  • Serem capazes de desviar cerca de 50% da corrente de uma descarga atmosférica. Valor que pode passar de 200kA de acordo com o especificado na NBR 5419-4:2015.
  • Fazer esse trabalho em um tempo de microssegundos. O que pode ser ensaiado na onda 10/350µs. Formato de onda que simula o pico de corrente que ocorre durante um impacto direto na instalação.

 

Gráfico de onda

Gráfico da onda 10/350µs e 8/20µs – DEHN

 

Após a Análise de Risco podemos identificar se é necessário um Dispositivo de Classe I para uma proteção eficiente da instalação. Também é importante que ele seja bem posicionado na instalação de acordo com as Zonas de Proteção de Raios (ZPR).

Na maioria das aplicações o local indicado para sua utilização seria na entrada dos condutores na instalação entre as ZPR 0B e 1, garantindo que esses valores altíssimos de corrente não cheguem até o interior da edificação onde os equipamentos se encontram.

A tecnologia usada nos DPS também é importante. Em sua maioria os dispositivos de Classe I utilizam a tecnologia de centelhador. Essa é uma tecnologia que não se degrada. Garantindo assim uma alta durabilidade do elemento de proteção.

A DEHN utiliza em seus DPS Classe 1 e Classe 1+2 diferentes tecnologias de centelhadores, sendo a mais utilizada a de centelhador a gás. Destacam-se também as tecnologias de RADAX FLOW (Limita a Corrente de Seguimento) e a nova tecnologia RAC (Rápido Controle de Arco) que reduz a corrente residual.


Spark Gap RAC DEHN – 3 fases de funcionamento

Indústrias, Usinas Fotovoltaicas, Turbinas de Geração Eólica, Empresas no ramo do Óleo & Gás e Saneamento se beneficiam de usarem DPS Classe 1 com tecnologia de centelhador corretamente especificados para protegerem seus sistemas de maneira confiável.

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Referências:

  • Proauto Electric, https://www.proauto-electric.com/
  • DEHN, https://www.dehn-international.com/en/rac-spark-gap-technology
  • ABNT NBR IEC 61643-11:2021
  • NBR 5419-4:2015 ANEXOS C E D- “Seleção e instalação de um sistema coordenado de DPS” / “Fatores a considerar na seleção dos DPS”